Legado paralímpico

Legado paralímpico

Começou nesta quarta-feira, caprichosamente um sete de setembro, o dia que marca a Independência do Brasil, os Jogos Paralímpicos do Rio 2016. A festa deu início à maior competição paralímpica do planeta. No total são 4.314 atletas, de 159 países, na disputa de 23 modalidades.
Cercada de muita emoção e exemplos de superação, a cerimônia de abertura trouxe uma mensagem de urgência por melhores condições para pessoas com deficiência e trouxe um único lema: o coração não conhece limites.
Começam os Jogos Paralímpicos e, a exemplo dos Jogos Olímpicos, a Estação Primeira de Mangueira mostrará para o mundo seu trabalho social e o legado verdadeiro de um trabalho que, há trinta anos, também se preocupa em promover a inclusão e a prática esportiva para atletas tão especiais.
Em sua Vila Olímpica, a Verde e Rosa promove há 14 anos os Jogos Especiais da Mangueira, onde reúne cerca de 2500 pessoas, oriundas de 50 instituições convidadas para dois dias de competições destinadas às pessoas especiais. Aproximadamente 200 profissionais são envolvidos no trabalho de mobilização que inclui as modalidades de atletismo, natação, vôlei especial, futebol, cabo de guerra, habilidades motoras e dominó. Todos os participantes recebem medalhas de participação, camisas e brindes do evento. Além de almoço, lanche e troféus para as instituições.
O resultado de tanto esforço será coroado com a participação de dois atletas da Mangueira nos Jogos Paralímpicos do Rio. Treinados pelo professor da Vila Olímpica Fernando Barbosa de Oliveira, Jonathan competirá no arremesso de peso na categoria F41, e João Victor no lançamento de disco e arremesso de peso na categoria F37.
Presente na cerimônia de abertura, o presidente da Estação Primeira, Chiquinho da Mangueira lembra que, a exemplo da música “É preciso saber viver”, que emocionou os presentes no Maracanã, o trabalho da Mangueira vem procurando ao longo desses trinta anos mostrar que é possível ter uma vida eficiente, com oportunidades não só no esporte como em outros caminhos. “Nosso trabalho na Vila Olímpica sempre foi o de transformar e não estabelecemos limites para isso. Na Mangueira todos tem um caminho para mudar. Esse é o nosso legado”, finalizou Chiquinho.

Foto: João Victor (camisa amarela), professor Fernando (centro) e Jonathan